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Univel promove capacitação sobre Alienação Parental

No encontro, as servidoras do município foram orientadas sobre as intervenções possíveis e os conceitos teóricos da lei

Psicólogas, assistentes sociais e pedagogas do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), da Prefeitura de Cascavel participaram de uma capacitação sobre Alienação Parental, com a coordenadora do curso de Direito, do Centro Universitário de Cascavel - Univel, Caroline Buosi Velasco, nesta quarta-feira (29). No encontro, as servidoras foram orientadas sobre a psicologia jurídica, a teoria, as intervenções possíveis, os conceitos da lei e acompanharam um documentário com exemplos reais de alienação parental. "É extremamente importante que as pessoas que trabalham com o tema estejam preparadas, e com a capacitação, essas profissionais têm a orientação correta, para dar o suporte que a família precisa para recuperar a relação de pais e filhos", ressalta Caroline. “Temos que ter o embasamento teórico para poder atuar da melhor forma, porque são situações que já chegam pra gente porque precisam de atenção”, ressalta a assistente social, Vanessa Alviero

A lei 12318/2010, considera que a alienação parental é “a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”. De acordo com Caroline, para saber se está ou não acontecendo uma alienação parental, tem que estar fundamentado na lei, “Nós observamos que a maior parte dos problemas em conflitos de alienação parental, acontecem no momento que um dos membros está se recompondo, formando outra família, ou tendo um novo relacionamento, por exemplo”.

A psicologia Jurídica envolve casos fáceis e casos difíceis, porque são temas que envolvem o sentimento das pessoas, em situações que não foram resolvidas; geralmente com conflitos internos. Dados apontam que 80% dos filhos de pais separados já sofreram algum tipo de alienação parental, 50% das denúncias de abuso sexual no período de separação, são falsas e que 91% dos casos de alienação parental são feitos por mulheres. Caroline ressalta, que uma das preocupações é evitar a síndrome da alienação parental, que é quando a criança toma para ela como verdade o que foi dito e começa a ter indícios de rejeição com a outra parte; aí a alienação foi instaurada. Para facilitar o trabalho das equipes, é importante em um processo, identificar os tipos de conduta, “São várias situações, como por exemplo, o papel de vítima perante a criança e familiares, condutas que impedem o convívio, verbalizações agressivas, a instalação de culpa e sentimentos de traição na criança, o esquecimento de avisar sobre os compromissos da criança, não repassar recados, interceptar meios de comunicação, ligar na hora da visita, entre outros”, complementa.

A psicóloga Janaina Mazutti, explica que com a capacitação, vai ser possível melhorar o atendimento, e que o Creas atende crianças que estão em situação de risco e violência, “Temos vários casos de Alienação Parental e este embasamento auxilia muito na forma que vamos atender a criança, que tem que ser tratada sempre com prioridade”. A psicóloga Fabiane Morais, ressalta o trabalho de fortalecimento da criança, por meio da equipe técnica que recebe os encaminhamentos da Justiça, e que objetivo é que a criança pare de sofrer a tortura psicológica, “A orientação para os pais é de eles reflitam sobre os comportamentos e a preocupação maior é de atender a criança para que ela entenda que não tem nada haver com os conflitos”.

 

Por: Núcleo de Comunicação

30. 11. 2017

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